Estou naquele ventoso lugar,
onde me despi sem pudor,
de tantos anos esquecidos de mim.
Adiando desejos e amor,
novamente naquele selvático lugar,
Onde me encontrei por fim.
Deixa-me aqui ficar,
entre moinhos de vento.
Deitada no vale da nossa lembrança,
sem limites nem temperança.
Enterro as mãos na lama,
sinto o cheiro da tua terra.
Quero-te respirar, respira fundo.
Ouvir o toque da tua pele.
Isso, novamente fundo.
Abre as mãos.
Entrelaça-me em sussurrares.
Sinto o vento em nós.
Lentamente em ti…
quarta-feira, maio 28, 2008
sábado, maio 24, 2008
Et e amo
Lágrimas de saudade escorrem-me pela face
Inundando cada momento de mim
Fecho as mãos em desespero, tentando te sentir
Fecho os olhos em acto de loucura desesperada
Flúi para dentro de mim,
Sem quaisquer cerimónias
Tenho ânsias de te viver mais um instante
Na mistura dos nossos gostos
Não estou bem, tenho os olhos vazios
Celebro mais um ano de ausência forçada
Sem olhar teus olhos de mel, delicia morena
Talvez nunca mais te sinta, e não aceito
Teimosamente tal qual gaiata mimada
Grito silenciosamente em qualquer noite do ano
Quero te comigo!!!
Apaixonando-me todos os dias
Já não por ti, mas por uma recordação
Refaço o esboço dum grande amor
Sofrido, ansioso, como todos devem ser
Louco, doce, carinhoso como só tu sabes ser….
Meu Deus como me sinto viva, Obrigada
Inundando cada momento de mim
Fecho as mãos em desespero, tentando te sentir
Fecho os olhos em acto de loucura desesperada
Flúi para dentro de mim,
Sem quaisquer cerimónias
Tenho ânsias de te viver mais um instante
Na mistura dos nossos gostos
Não estou bem, tenho os olhos vazios
Celebro mais um ano de ausência forçada
Sem olhar teus olhos de mel, delicia morena
Talvez nunca mais te sinta, e não aceito
Teimosamente tal qual gaiata mimada
Grito silenciosamente em qualquer noite do ano
Quero te comigo!!!
Apaixonando-me todos os dias
Já não por ti, mas por uma recordação
Refaço o esboço dum grande amor
Sofrido, ansioso, como todos devem ser
Louco, doce, carinhoso como só tu sabes ser….
Meu Deus como me sinto viva, Obrigada
quarta-feira, maio 21, 2008
muito perto do nada
Hoje mais uma vez a viagem aconteceu
Parece que o corpo físico que tenho
Já há muito deixou de ser meu
E a mente voou para onde tudo nasceu
Estou de fora e olho para mim
Estou dentro do único momento perpétuo
Onde o amor me enfraquece e assim
Embalo-me tal qual recém-nascido
E tu não me entendes
Ninguém me sintoniza
Os pensamentos correm depressa
Pouca coisa parece importante
Relembro o teu sorriso de menino
O teu jeito tímido de ser
O som da tua voz harmoniosa
A tua coragem nua
Sei que não és um
Nem tão pouco único
Nasceste dentro dum Agora
Só o Agora interessa
Como se dum teatro se tratasse
Fazes aparições de estrela enigmática
Deixando um cheiro de ti
Em cada um que comigo se cruza
muito perto do nada, na essencia de tudo...
Parece que o corpo físico que tenho
Já há muito deixou de ser meu
E a mente voou para onde tudo nasceu
Estou de fora e olho para mim
Estou dentro do único momento perpétuo
Onde o amor me enfraquece e assim
Embalo-me tal qual recém-nascido
E tu não me entendes
Ninguém me sintoniza
Os pensamentos correm depressa
Pouca coisa parece importante
Relembro o teu sorriso de menino
O teu jeito tímido de ser
O som da tua voz harmoniosa
A tua coragem nua
Sei que não és um
Nem tão pouco único
Nasceste dentro dum Agora
Só o Agora interessa
Como se dum teatro se tratasse
Fazes aparições de estrela enigmática
Deixando um cheiro de ti
Em cada um que comigo se cruza
muito perto do nada, na essencia de tudo...
segunda-feira, maio 05, 2008
.....
Tenho dentro de mim
A sensação estranha
De aqui já ter passado
Frente a frente
Aconteceu em local aleatório
Sem consequências aparentes
O choque frontal de dois desejos
Frente e Verso
Em sequencia ritmada
Tal qual função exponencial
Dois num só
O mesmo espelho
Pouco me importa
Sou o que sou
Despertando em ti vida
Alimento-me
A cada minuto
Gosto do gosto da vontade
Devorando arrepios de energia
Em canais de luz inebriante
A sensação estranha
De aqui já ter passado
Frente a frente
Aconteceu em local aleatório
Sem consequências aparentes
O choque frontal de dois desejos
Frente e Verso
Em sequencia ritmada
Tal qual função exponencial
Dois num só
O mesmo espelho
Pouco me importa
Sou o que sou
Despertando em ti vida
Alimento-me
A cada minuto
Gosto do gosto da vontade
Devorando arrepios de energia
Em canais de luz inebriante
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