terça-feira, fevereiro 24, 2009

Terceiro

Consumindo prazeres [porque eu não sei parar]
Sempre querendo dar [o velho dar e receber]
Vou-me enrolando entre os fios, [predadora de instinto nato]
do teu tabaco, do meu cabelo... [preparando a armadilha]

Não me estendo para além
Nem me entendo para ninguém
Não sou equilíbrio de ninguém
Acima de tudo eu não te faço bem

Por isso deixa-me estar só
Solitária, solidária, apartidária
Económica, meio eufórica
Acima de tudo neurótica...

Se te agradar volátil, [ao toque dos teus dedos]
a tocar no desagradável, [a vulgaridade instituída]
testando os limites temidos [entre os teus gemidos]
finalizando com um ar de ingenuidade [o desejo perverso]

domingo, fevereiro 22, 2009

Segundo

Salto de memória em memória
vendo que não errei, e que hoje
a intuição me ajudou, sem vitória
olho para um futuro cada vez mais só.

Pairo sem aflições nem ansiedades,
dizem os sábios e mestres,
Ser próprio da maturação das idades.
Vivo em mim mesma

Quando estou, estou..
Não me esforço para agradar
Não sei quanto tempo irei viver
Assim não me apetece ser fútil
Andar nesta roda-viva de cinismo
Vivo com coragem
Amor, honestidade, entrega.
Sou eu mesma