quarta-feira, abril 22, 2009

Quinto

Um dia chegará o camião
cheio de flores, vazio de medos.
Um dia chegará um coração,
que não mede o tempo pelos dedos.

Um dia que será breve,
pois na verdade o tempo não pára,
tocarei eu o eterno ao de leve
numa viagem que hoje começa.

Um dia eu deixarei de ser eu,
voltando às origens do ser,
serei clarão de luz no escuro breu,
propagando-me sem recusas.

Um dia vou-me encontrar,
num outro recanto de solidão,
nas tuas asas o desejo irá acalmar
os meus momentos de rebelião.