Não se fez poesia porque o desejei
Nem se fez tristeza por ser minha vontade
Não mergulhei no abismo porque ambicionei
Apenas anseio o confronto com a verdade
Não me estremece mais a solidão
Nem tão pouco teu humor mordaz
Nas rodas desta vida tenho a convicção
De muito mais do que fiz ser capaz
Em todos os teus silêncios injustificados
Reencontro-me na certeza de ser
Pessoa desbravando caminhos fechados
Arriscando a vontade de viver
A tua ausência antes dolorosa
Tornou se hoje num momento de glória
De nada valeu ser a mulher amorosa
Que te indicava o caminho para a vitória
sábado, novembro 28, 2009
sexta-feira, novembro 27, 2009
(A)usência
De tantas vezes te procurar
Cansei minhas mãos neste mapa
Na tentativa frustrada de te encontrar
Senti a loucura de quem a tudo escapa
No desespero da tua ausência,
sentidos que gritavam por ajuda.
Neguei a mim tudo pela tua permanência,
se me restassem migalhas seria sortuda.
Esqueci-me da força que tinha,
do grito que era capaz de dar.
Fiquei tal qual alma que definha,
na simples esperança de te amar.
Mas estando uma vez ausente,
para sempre traída e desconsiderada,
renasço deste estado dormente,
merecia tudo, mereço ser amada !!!
Cansei minhas mãos neste mapa
Na tentativa frustrada de te encontrar
Senti a loucura de quem a tudo escapa
No desespero da tua ausência,
sentidos que gritavam por ajuda.
Neguei a mim tudo pela tua permanência,
se me restassem migalhas seria sortuda.
Esqueci-me da força que tinha,
do grito que era capaz de dar.
Fiquei tal qual alma que definha,
na simples esperança de te amar.
Mas estando uma vez ausente,
para sempre traída e desconsiderada,
renasço deste estado dormente,
merecia tudo, mereço ser amada !!!
quinta-feira, novembro 26, 2009
(U)topia
Quando eu fizer mal, grita comigo
Quando eu pisar o risco, puxa me a camisola
Quando eu for ingrata, tira me o abrigo
Quando eu mentir, acaba com a farsola
Mas quando eu me entregar de coração
É favor de não gozar
Enquanto existir amor e dedicação
Faz o favor de não magoar
Se o que procuras é a elevação do teu ser
Fica a saber que comigo morres na praia
Há muito que já passei a fase de sofrer
Faz tempo que deixei de ser catraia
Por ultimo foi um prazer conhecer te
No fim descobri o melhor
Tu nunca gostaste de mim
Gostaste do treino para a vida
Quando eu pisar o risco, puxa me a camisola
Quando eu for ingrata, tira me o abrigo
Quando eu mentir, acaba com a farsola
Mas quando eu me entregar de coração
É favor de não gozar
Enquanto existir amor e dedicação
Faz o favor de não magoar
Se o que procuras é a elevação do teu ser
Fica a saber que comigo morres na praia
Há muito que já passei a fase de sofrer
Faz tempo que deixei de ser catraia
Por ultimo foi um prazer conhecer te
No fim descobri o melhor
Tu nunca gostaste de mim
Gostaste do treino para a vida
domingo, novembro 22, 2009
(L)eft..Over ;)
It´s funny how i find myselft
In love with you
If I could buy my reasoning
I´d pay to lose
One half won´t do
I´ve asked myself
How much do you
Commit yourself?
It´s my life
Don´t you forget
It never ends
(It never ends)
Funny how i blind myself
I never knew
If I was played upon
Afraid to lose
I´d tell myself
what good you do
Convince myself
It´s my life
Don´t you forget
It never ends
(It never ends)
I´ve asked myself
How much do you
Commit yourself?
It´s my life
Don´t you forget
Caught in the crowd
It never ends
It´s my life
Don´t you forget
Caught in the crowd
It never ends
It´s my life
Don´t you forget
Caught in the crowd
It never ends
In love with you
If I could buy my reasoning
I´d pay to lose
One half won´t do
I´ve asked myself
How much do you
Commit yourself?
It´s my life
Don´t you forget
It never ends
(It never ends)
Funny how i blind myself
I never knew
If I was played upon
Afraid to lose
I´d tell myself
what good you do
Convince myself
It´s my life
Don´t you forget
It never ends
(It never ends)
I´ve asked myself
How much do you
Commit yourself?
It´s my life
Don´t you forget
Caught in the crowd
It never ends
It´s my life
Don´t you forget
Caught in the crowd
It never ends
It´s my life
Don´t you forget
Caught in the crowd
It never ends
sábado, novembro 21, 2009
(O)ndulação - Inicio da Catarse
Leite-creme em tacho queimado
Queimado de tanto cozinhar
O tacho parece estragado
O leite começa a azedar
Arroz de tomate bem temperado
Mesmo que te esforces por apurar
Terá sempre um travo a amargo
Se não te quiseres esforçar
Café feito em cafeteira
Na altura certa no dia errado
Será sempre cobra traiçoeira
Que te deixará um travo a cravo
Ondulação no mar alheio
Tem sabor a sal excessivo
Mesmo em alpendre soalheiro
Acaba sempre por ser enjoativo
Queimado de tanto cozinhar
O tacho parece estragado
O leite começa a azedar
Arroz de tomate bem temperado
Mesmo que te esforces por apurar
Terá sempre um travo a amargo
Se não te quiseres esforçar
Café feito em cafeteira
Na altura certa no dia errado
Será sempre cobra traiçoeira
Que te deixará um travo a cravo
Ondulação no mar alheio
Tem sabor a sal excessivo
Mesmo em alpendre soalheiro
Acaba sempre por ser enjoativo
sexta-feira, novembro 20, 2009
[L]uminoso
Brilhante essência em corpo de homem
Onde transparece o começo e o fim
Presente passado, hoje e ontem
Contido, comigo, contigo em mim
Dedos finos em mão longas brancas
Olhar profundo que me revolve o ser
Em firmeza me segurando as ancas
Na leveza em que me levas a querer
Vamos assim para lugar algum
Entre arvores de Outono e brisa do rio
Vamos sem mapa nem destino nenhum
Estamos assim em constante desafio
Cérebros que se fundem sem perdão
Corpos que se entrelaçam a viver.
Modernos momentos de solidão
A cada segundo a vida a correr
Onde transparece o começo e o fim
Presente passado, hoje e ontem
Contido, comigo, contigo em mim
Dedos finos em mão longas brancas
Olhar profundo que me revolve o ser
Em firmeza me segurando as ancas
Na leveza em que me levas a querer
Vamos assim para lugar algum
Entre arvores de Outono e brisa do rio
Vamos sem mapa nem destino nenhum
Estamos assim em constante desafio
Cérebros que se fundem sem perdão
Corpos que se entrelaçam a viver.
Modernos momentos de solidão
A cada segundo a vida a correr
quarta-feira, novembro 18, 2009
[I]nteligente
De tão bela lembra o paraíso
Chão forrado a Outono de mel
Um banco branco sem aviso
Lembra a largada dum corcel
Quadro pintado de doçura
Nos olhos de uma mulher encantada
Na vida esperando sem amargura
O que nela faz sentido na madrugada
O vento brinca com o seu cabelo
O cheiro a castanhas no ar
Um céu pintado do azul mais belo
Nela a vontade de o esperar
Inebriante atmosfera de alegria
A sensação de o sentir por perto
Ainda não chegou ao que queria
Mas melhor assim do que o deserto
Chão forrado a Outono de mel
Um banco branco sem aviso
Lembra a largada dum corcel
Quadro pintado de doçura
Nos olhos de uma mulher encantada
Na vida esperando sem amargura
O que nela faz sentido na madrugada
O vento brinca com o seu cabelo
O cheiro a castanhas no ar
Um céu pintado do azul mais belo
Nela a vontade de o esperar
Inebriante atmosfera de alegria
A sensação de o sentir por perto
Ainda não chegou ao que queria
Mas melhor assim do que o deserto
terça-feira, novembro 17, 2009
[G]eneroso
Se por momentos precisares,
arranca de mim minha alma.
Pois sempre que em mim faltares,
te procurarei caçando minha calma.
Mergulha em mim, transforma-me tua,
revolve meus sentidos com o teu olhar
Deixa-me aqui, deixa-me à lua,
em ti existe alegria para além do respirar.
Simples, simples porque assim
tem de ser aquilo que está escrito.
Permanecendo este “nós” dentro de mim,
mas de ti jamais desisto !!!
Depois de tantos anos a chorar
Se assim tem de ser aceito
Prefiro ouvir-te respirar
Do que afastar-te por despeito
arranca de mim minha alma.
Pois sempre que em mim faltares,
te procurarei caçando minha calma.
Mergulha em mim, transforma-me tua,
revolve meus sentidos com o teu olhar
Deixa-me aqui, deixa-me à lua,
em ti existe alegria para além do respirar.
Simples, simples porque assim
tem de ser aquilo que está escrito.
Permanecendo este “nós” dentro de mim,
mas de ti jamais desisto !!!
Depois de tantos anos a chorar
Se assim tem de ser aceito
Prefiro ouvir-te respirar
Do que afastar-te por despeito
quarta-feira, novembro 11, 2009
Straight to...
Ao longe sinto tuas mãos,
hábeis, dóceis, encantadoras.
Tacteando minha alma com sofreguidão,
acalmas minhas ânsias sofredoras.
Estás ali sentado, como sempre, naquele sofá velho.
Teu corpo direito, firme e tentador.
Cabeça inclinada sobre o manto vermelho,
tuas curvas são motivos para o meu rubor
Estou sentada, ali, perto mas longe.
Percorro tuas linhas com o olhar.
Em mim tudo me abandona, foge,
na mirada do teu simples respirar.
Por vontade meus olhos se fecham,
deslizo naquele sofá que conheces,
vou onde os corpos se completam,
sentindo o calor com que me estremeces.
hábeis, dóceis, encantadoras.
Tacteando minha alma com sofreguidão,
acalmas minhas ânsias sofredoras.
Estás ali sentado, como sempre, naquele sofá velho.
Teu corpo direito, firme e tentador.
Cabeça inclinada sobre o manto vermelho,
tuas curvas são motivos para o meu rubor
Estou sentada, ali, perto mas longe.
Percorro tuas linhas com o olhar.
Em mim tudo me abandona, foge,
na mirada do teu simples respirar.
Por vontade meus olhos se fecham,
deslizo naquele sofá que conheces,
vou onde os corpos se completam,
sentindo o calor com que me estremeces.
terça-feira, novembro 10, 2009
minha luz
Que procuras tu neste mundo,
que ele mesmo já não te tenha dado?
Se ontem tua vida estava no fundo,
como podes dizer não ser salvo?
Que ambicionas tu alcançar nesta vida?
A cada dia da mesma assistes,
ao mais puro milagre da guarida,
sempre que aos teus olhos desistes.
Que ânsia é essa ao viver?
Que te impede de escutar,
as belezas do teu ser,
ficando assim prostrado a chorar.
Doce, se a vida não te provou
que o mundo em si é um milagre.
Escuta, pois tu em ti, és a razão
e na tua alma vive a eternidade!!!
que ele mesmo já não te tenha dado?
Se ontem tua vida estava no fundo,
como podes dizer não ser salvo?
Que ambicionas tu alcançar nesta vida?
A cada dia da mesma assistes,
ao mais puro milagre da guarida,
sempre que aos teus olhos desistes.
Que ânsia é essa ao viver?
Que te impede de escutar,
as belezas do teu ser,
ficando assim prostrado a chorar.
Doce, se a vida não te provou
que o mundo em si é um milagre.
Escuta, pois tu em ti, és a razão
e na tua alma vive a eternidade!!!
sábado, novembro 07, 2009
anarquia controlada
Salto sem ressalto
Num sorrir sereno
Aperto em sobressalto
Antigo novo ou moderno?
Mexido remexido aconteceu
Tocado ouvido e escutado
Andou cantou e adormeceu
Conhecido absorvido ou espantado?
Meigo presente em cadencia
Razão ouvida e admirada
Palavras que tocam a demência
Existência que me deixa espantada
Desarruma a estrutura inicial
Lança no ar e volta a juntar
Pega em mim o principal
Numa anarquia controlada
Num sorrir sereno
Aperto em sobressalto
Antigo novo ou moderno?
Mexido remexido aconteceu
Tocado ouvido e escutado
Andou cantou e adormeceu
Conhecido absorvido ou espantado?
Meigo presente em cadencia
Razão ouvida e admirada
Palavras que tocam a demência
Existência que me deixa espantada
Desarruma a estrutura inicial
Lança no ar e volta a juntar
Pega em mim o principal
Numa anarquia controlada
quarta-feira, novembro 04, 2009
cadências
tenho gravado em mim por inteiro
uma emoção que transparece
uma imagem do teu cheiro
que a minha visão não esquece
tenho guardado no cofre forte
envolto em correntes de luz
o momento de pura sorte
com aquele que me seduz
numa noite qualquer de Inverno
se a sorte para nós voltar a brilhar
espero que me resgates deste inferno
que é viver intensamente a amar
nesta inconstante existência
que tem sido o meu viver
espero encontrar a cadência
eu e tu, um nós a acontecer...
uma emoção que transparece
uma imagem do teu cheiro
que a minha visão não esquece
tenho guardado no cofre forte
envolto em correntes de luz
o momento de pura sorte
com aquele que me seduz
numa noite qualquer de Inverno
se a sorte para nós voltar a brilhar
espero que me resgates deste inferno
que é viver intensamente a amar
nesta inconstante existência
que tem sido o meu viver
espero encontrar a cadência
eu e tu, um nós a acontecer...
segunda-feira, novembro 02, 2009
Um fundamento de vontade
Tu que te enrolas nos meus pensamentos,
despertando a minha consciência.
Tu que entendes os meus tormentos,
partilhando comigo a tua vivência.
Tu que olhas bem fundo de mim,
despindo-me com as tuas palavras.
Tu que me envolves em jasmim,
libertando-me das minhas amarras.
Diz me como te consigo explicar,
o que a minha alma sente ?
Se ao teu lado o simples respirar,
faz de mim alguém mais contente !!!
Se por debaixo deste céu pintado,
eu me ilumino com o teu ser.
Diz me o que encontras espelhado,
nesta minha vontade de te querer ?
despertando a minha consciência.
Tu que entendes os meus tormentos,
partilhando comigo a tua vivência.
Tu que olhas bem fundo de mim,
despindo-me com as tuas palavras.
Tu que me envolves em jasmim,
libertando-me das minhas amarras.
Diz me como te consigo explicar,
o que a minha alma sente ?
Se ao teu lado o simples respirar,
faz de mim alguém mais contente !!!
Se por debaixo deste céu pintado,
eu me ilumino com o teu ser.
Diz me o que encontras espelhado,
nesta minha vontade de te querer ?
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