Por tudo isto e por nada.
eu sou transparente ao toque.
Eloquente, tremula, encantada,
ao gemido do teu choque.
Ainda tremo a pensar em ti.
Ainda suspiro imaginando-te.
Cabeça tombada no meu sofá,
respirando fundo ou ofegante.
Ainda sinto marcada na derme,
a firme tomada da tua pessoa,
no meu tantas vezes, perdido,
descontrolado, pulsante quadril.
Ainda te recordo no escuro,
do meu sofá, carro, lençol,
entre correntes de ar abafadas,
num desfilar de incautos momentos
Tua possante mão que pingando,
gotas de suor em minha ruborizada face,
Sacia a minha sede de sal num enlace
debruado a seda e gritos mudos...
segunda-feira, janeiro 23, 2012
quinta-feira, janeiro 19, 2012
amores
politicamente enrolada no teu suspiro
tua voz rouca e sorriso ruidoso
tuas mãos antes de veludo hoje ásperas
teu olhar antes triste agora aberto
deliciosamente encantada pela voz
a forma como suspiras no meio das frases
um swing de conversa dedilhado sedutor
num intervalo sorvendo pedaços de angustia
entre frases sonhadas, momentos esperados
a convicção da volatilidade de tudo
que se consome num ápice sôfrego
de quem espera sem atingir
ficamos assim, entre canecas de chá quente
suspiros de mantas pelas pernas
desejos amordaçados reprimidos
conscientes de quem já fez quarenta anos
tua voz rouca e sorriso ruidoso
tuas mãos antes de veludo hoje ásperas
teu olhar antes triste agora aberto
deliciosamente encantada pela voz
a forma como suspiras no meio das frases
um swing de conversa dedilhado sedutor
num intervalo sorvendo pedaços de angustia
entre frases sonhadas, momentos esperados
a convicção da volatilidade de tudo
que se consome num ápice sôfrego
de quem espera sem atingir
ficamos assim, entre canecas de chá quente
suspiros de mantas pelas pernas
desejos amordaçados reprimidos
conscientes de quem já fez quarenta anos
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