segunda-feira, dezembro 26, 2005

Força

Cansei-me de fazer coro,
com tanta pena espalhada.
Cansei-me de tanta hipocrisia
de me esconder por não ser,
aquilo que esperavam de mim.

Quero o melhor que no mundo existir,
e vou lutar por tudo isso
Não aceito negócio sem compromisso,
nem esperem que vá desistir.

Se neste universo eu semear paz
Se por um momento fizer alguém feliz
Se por um instante alguém sorrir
Não posso me sentir mais completa

Não tenho medo de gritar:
O melhor é para mim !!!
Não tenham medo de lutar
De dizer Não em vez de Sim

Amem até à exaustão
Entreguem-se de alma e coração
Façam de cada dia um hino à vida
Sofrer é uma consequência de existir
Desistir é um passo para morrer

domingo, dezembro 25, 2005

Confesso-me

Deveria eu explicar.
que na essência de tudo,
existe um desejo de te amar.
Que me deixa louca por não te sentir…

Deveria eu te dizer,
que me perco nos teus olhos.
Um simples toque teu me faz tremer
Deixando o meu corpo ansioso….

Deveria eu falar da tua voz,
quente e sensual.
Do teu sorriso de menino,
que me faz tão feliz.

Resumindo homem para que entendas
Amo-te com todas as minhas forças
Nos teus braços encontro paz
No teu corpo protecção…

Resumindo homem peço-te
Que entendas o meu jeito de ser
Meio tonto, meio louco
Aceita-me em ti sem medo…

Não tenhas medo de gostar
Nem tão pouco de sentir
Alegrias juntos num simples estar
Vida vivida a existir…

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Desejo de Natal

Na busca de um sonho andei,
deixei à deriva vontades e desejos.
Na busca de qualquer coisa passei,
anos, dias e horas…

Na busca desse sonho chorei,
por ver que ele nunca mais chegava.
Na busca conheci pessoas e amei,
com todas as forças e ninguém me parava.

Na busca entreguei tudo o que era meu,
vontade de viver, dedicação sem limites.
Mas no fim ficava de mãos vazias,
na busca tudo se perdia.

Perdi-me por amar demais,
Perdi-me por querer sempre pouco
Perdi-me entre os demais
Fiz o caminho do louco

Este Natal quero o meu sonho de volta,
embrulhado numa esperança que é a vida.
Não quero mais a solidão de chorar sozinha em revolta,
abraçando-o ficarei comovida…

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Não !!! (a minha palavra favorita)

Não
Não vou por ai
Não é esse o meu caminho

Não
Não me abafo
Debaixo das ideias de ninguém

Não
Não me baralho mais
Recuso fazer número de bom comportamento

Não
Não nego mais o que sou
Quero gritar bem alto

Não!!!
Não vou por ai
Terminou, não sofro mais sozinha
Até…

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Onde?

Onde anda o amor que me foi prometido,
numa noite qualquer ao som de loucura ?
Debaixo dum telhado de zinco,
arranco de mim toda a candura.

Onde anda vida planeada e desejada?
Feita de pétalas e cheiros a canela.
Vida que nunca será alcançada,
apenas a verei pela janela

Onde ando eu que tudo queria ser?
Não passo duma sombra dos dias.
Arrasto-me num presente a sofrer.
Vivo desejando não me sentir.

Onde andas tu sonho?
Vestido de azul com voz rouca,
numa tarde cheia de sol no jardim,
estás sentado a olhar para mim?

Entendo, não deste por mim….
Entendo, não há tempo…
Entendo, tenho que esperar…
Entendo, tens que fazer…
Entendes-me, vou indo…

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Entrega

Pouco me importa já
Senão agradar ao que de mim está perto
Pouco me importa se,
Aos que me rodeiam nada desperto

Pouco me interessa,
Já entendi o meu lugar.
Não me perco mais na espera
Sou objecto desintegrado do estar.

Neste momento não sei para onde vou
Nem tão pouco onde me sinto
Neste momento sei que parei
Neste momento tudo acabou

Porque devo eu continuar,
Lutando e acreditando nos demais
Se sou eu sempre a esperar
Vidrada em pequenos sinais

Vivendo mentiras sem fundamento
Mentiras de amor e dedicação
Estou sozinha mas comigo mesma
Estou sozinha procurando alento

Até posso ser doida
Até posso chorar demais
Não desisto do que sou
Não me entrego é por esmolas!!!

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Remendos

Sabes amor eu tinha a certeza
Que te iria fazer feliz
Se ao menos te rendesses à beleza
Deixando cair o peso do passado

O depois, nem eu sei.
Não sei se quando o futuro chegar,
eu não me evaporarei,
tal qual uma promessa levada no ar

Remendo-me
Na insistência de não ver
Que talvez eu não saiba
O que quero ou irei ser

Em dores que me deixam gelada
No frio duma noite em silêncio
Habituada assim, fico calada
Tentando ouvir-me

Talvez seja complexo
E não haja sentido no caminho
Vendo assim o meu reflexo
Por um pedaço de carinho

Já não sei quem é
Nem tão pouco quem procuro
Talvez nesta inconstância de ser
Encontre alguém no meu escuro

Dói-me a separação
Dói-me teres de ir
Vou-me contendo assim
Para não viver em ilusão