terça-feira, fevereiro 07, 2006

Faísca

Ao som de uma musica,
Tive um sonho doce
Tão doce quanto tu és
E deixei-me estar.

Um talvez numa outra vida qualquer,
Numa ocasião nunca planeada.
Sentindo o frio da alvorada
Vendo o nascer do sol a ti abraçada.

Num momento de escape
Numa velocidade inebriante
Percorrer linhas talhadas pelo tempo
Caminhos já não desconhecidos

Ao som de uma musica
Ao vento forte
Enlaçados destinos sem futuro
Apenas separados pela vida

Confesso-me a ti colada
Por muito que tudo de ti me separe.
Mesmo longe por ti estou amparada.
Estranho, eu sei, mas é verdade

Nunca mudes
Essa loucura de sorriso
Esses olhos que sabem falar
A ternura desse coração

Mesmo que afastada de ti pareça
Tu sabes porque sou assim
Cada um tem o seu caminho
E tu sabes que eu estou aqui

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Época

Dotada duma serenidade quente,
chega a época de mudar.
Instalando-se ao seu jeito urgente,
de quem não pode parar.

Dotada de uma vontade férrea,
de mulher talhada pela vida,
que não quebra na tempestade,
que não teme ser consumida.

Bordada a fios de ouro,
com um coração maior que o mundo.
Essa época tem um corpo,
com frio, calor e vontades.

Essa mulher sou eu,
não me prendo a mais nada.
Vivo-me a cada segundo
desejo a minha liberdade.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Egoismo II

Quando falo de alguma coisa não o faço de animo leve, nem tão pouco com a intenção de magoar ninguém. Toda a minha vida sonhei e continuarei a fazê-lo por muito que sofra. Muitas foram as lágrimas que já chorei e sei que não irei parar por aqui. A vida a forma como a vivo condiciona a minha forma de sentir. Perguntei ao meu filho que tem 12 anos o que ele queria para a vida dele. Respondeu-me que queria se sentir realizado e com alegria de viver. E devo confessar que é nele que encontro a luz da minha vida. Tudo isto para dizer que sou uma mulher simples e igual a muitas outras que apenas gosta de um abraço ao fim do dia. As minhas ambições não são materiais são simplesmente emocionais. Sinto necessidade de complementaridade, partilha e cumplicidade ao lado de alguém. Isto não significa que não saiba estar só, já estive durante muito tempo. Aprendo com a facilidade com que respiro, mas não abdico que amar e pedir mais. Se para alguns tenho defeitos, talvez para outros isto sejam virtudes. Até…

1º Sim gosto de ti sem “mas”
2º Dou-te tudo o que tenho em mim
3º Eu não defino o amor, sinto-o
4º Dedico-me a quem amo, em actos pensamentos e vivências
5º Elogio-te, acarinho-te porque só com amor teremos futuro
6º O teu sofrimento incomoda o meu estar, o teu sorrir atenta a minha atenção a ti
7º Estarei sempre aqui para e por ti
8º A minha vida está tão cheia de problemas mas tenho sempre tempo para ti
9º Nunca pares de desejar mais…
10º Não me condenes apenas por amar...

domingo, janeiro 29, 2006

Egoismo I

Observo as pessoas e talvez por isso tenho alturas que me sinto desesperada com o que me rodeia a palavra que domina grande parte da nossa sociedade é o EGOISMO. Talvez por isso, talvez por esta incapacidade enorme de falta de dedicação que o numero crescente de pessoas com problemas psicologicos seja crescente. Nada custa mais do que olharmos à nossa volta e sentir que não somos prioridade para ninguém. Talvez por isso o numero de pessoas que entram em seitas e em religiões seja também crescente, pois a nossa sociedade encontra-se cada vez mais desagregada. Não estou bem confesso, vou pedir ajuda...
Ficam aqui algumas conclusões...

(Os outros)

1º Sim gosto de ti, mas eu primeiro.
2º Dou-te tanto e tu não me dás nada?
3º Claro que sei o que é o amor, eu até te dou dinheiro.
4º Claro que sei o que é dedicação, tenho um dia por semana para ti.
5º Para quê elogiar, tenho é que apontar as coisas mal !!!
6º Alivia a minha consciência e anda bem para eu não estar preocupado.
7º Ohhh necessitas agora de mim, tenho tanto que fazer…
8º A minha vida está tão cheia que nem tenho tempo para respirar
9º Não queiras voar, não queiras mais, deixa-te estar assim…
10º Sentes que estás sozinha, talvez porque não pensas correctamente…

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Set it off

Tenho medo de mim,
desta necessidade de estar.
Desta solidão permanente,
que sempre que de ti necessito,
deixa-me de mãos a abanar.

Tenho medo da loucura,
que me assalta sem dizer hora.
Da vontade e da falta,
de carinho e ternura,
sempre com marcação.

Tenho medo de um dia
mesmo não querendo, quebrar.
E o que hoje é amor,
não passe dum momento breve,
no qual me detive a sonhar.

Tenho medo porque sinceramente,
já nada consigo fazer.
Admito a minha incapacidade,
de dentro de ti me fazer ouvir.

Tenho medo do passado,
que já se encontra enterrado,
se repita tal qual cena de filme,
em dvd já bastante riscado.

Resumindo meu amor,
nunca me irei zangar contigo.
Mas se a tua ausência me causa dor,
reaprendo a estar só hoje,
porque eu sofrer mais, já não consigo !!!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

You Get What You Give

Não consigo escrever, desculpem.
Acho que estou a deprimir
Fica apenas uma ideia para pensarem. Quantas vezes nas vossas vidas deram certas situações como garantidas?
Comentem se tiverem vontade….

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Match me...

Admiro cada momento de tudo.
Observo o que me rodeia,
e a cada minuto e segundo,
recomeço-me sem medo.

Orgulho-me da coragem em viver
Sabendo que se hoje tivesse de morrer
Deixaria algo neste mundo,
A força de ser como sou.

O que faço é criticável,
Sou humana posso errar.
O que sou é questionável,
Sou mulher que ama amar.

A verdade é dura e crua,
hoje estou habituada a ela.
Uns gostam de gostar,
Outros gostam que gostem deles.

Garantido apenas tenho,
que o meu sonho existe.
Para me orgulhar de mim,
Continuarei a ser alguém que não desiste.