domingo, novembro 19, 2006

you give me something...peace

Tudo é por momentos
A tristeza e a alegria
Mas mesmo assim eu fico e arrisco
Sabendo a incerteza do amanhã

Nesta vida tao cheia de nadas
Existe alguém que me faz sorrir
Lado a lado estamos a fluir
Fujo assim da realidade amarga
Libertando-me de quem me deseja formatar

Eu não tenho destino certo
Com ele tudo é incerto
Ao lado dele sou eu
Chata
Chorona
Sorridente

Ao lado dele sinto segurança
Ao lado dele não existe normalidade em rotina
Eu sei que ele me é fiel
Eu sei que ele me deseja
Eu sei que ele adora ver sorrir

Estou livre
Estou leve
Estou quente
Não sei por quanto tempo
Mas enquanto acontecer
Garanto que te vou viver
AMOR !

segunda-feira, outubro 30, 2006

alguém que não chega

Num impedimento quase infantil,
sinto-me cada vez mais só.
Nas dores invisiveis da alma
entro em estado febril.

Este estado deixa-me doente.
é solidão o aperto no peito.
A procura de algo que nunca mais encontro,
na ansiedade de me sentir preenchida.

A vontade de não parar.
O corpo que teima em dormir.
O desejo adiado.
Esta situação de ter e não ter.

Sou injusta e egoista,
muitos existem e piores que eu estão.
Mas sei que me abandonaria
se nos braços desse alguem conforto encontrasse.

As dores da alma trespassam-me.
O corpo definha sentindo-se fraco.
O estomago enrola-se .
As mãos tremem.

O medo da noite.
O medo de mim.
A impossibilidade de tudo.
O vazio do nada.

Que amor é este afinal?
Que não ultrapassa os seus limites…
Que amor é este afinal?
Que encontra impedimentos rotineiros…

Amar sem quebrar barreiras, é amar?
Amar de coração aberto, não é arriscar?
Amar para alem de nós mesmos, não é lutar?
Amar numa união harmoniosa, não é dar tudo?

Erro eu sei,
desejo dos outros o que eu consigo dar.
Sofro e assim,
a alma perde a força o corpo a vontade..

Não estou bem.
Sinto-me à deriva.
Já o disse e avisei.
A qualquer momento posso ancorar noutro porto!!!

domingo, outubro 29, 2006

heaven where true love goes

eu sinto-me especial
talvez seja um exercico de narcisimo
eu sinto-me um comum mortal
talvez seja a minha forma de sentir

eu sinto-me triste,
quando vejo a escuridão do mundo
eu sinto-me feliz quando vejo
o amor que tenho para dar

eu sei que as ondas do mar
um dia me levarão deste lugar
nesse momento alguém irá chorar
e eu o mundo inteiro irei abraçar

não me sinto forçada a nada
apenas a verdade me alimenta
não estou presa a ninguém
apenas à energia univeral
o verdadeiro alimento do mundo

mesmo não entendendo os sinais
mesmo não compreendendo as minhas lagrimas
sinto saudades de algo que desconheço
saudades do teu abraço carinhoso

quarta-feira, outubro 25, 2006

ensaio ( estou a acordar )

Duas e meia da tarde, lá fora fazia um calor insuportável, mas mesmo assim ela foi à rua. Não aguentava mais estar em casa, o cheiro estava impregnado nas paredes. Na noite passada tinha deixado queimar o tacho onde aquecia normalmente o leite. Andava distraída. Coitado dele não aguentou os maus-tratos e foi parar ao lixo. Já lhe tinha sucedido isso noutra época, mas tinha sido com a sopa. Andava distraída, sentia saudades de qualquer coisa. Não se atrevia a dizer a ninguém que passava horas seguidas sentada procurando mensagens dentro do seu cérebro, elas já não vinham no telemóvel!!!
O tempo era sem duvida o seu maior mestre, dois anos depois de ter saído do cativeiro estava tão livre que o seu cérebro parecia vaguear a mil. Sorvia quantidades de informação como se fosse dependente de estímulos. Qualquer coisa lhe servia, desde que fosse emocional e intelectualmente estimulante. Era complicado organizar tanta energia tanta vontade e querer.

terça-feira, outubro 24, 2006

miragem

Olhos postos no fim
Olhos postos em mim
Olhos postos e cansados
Olhos postos e saudosos

Mãos trémulas
Mãos simples e de trabalho
Mãos carentes e ausentes
Mãos que procuram calor

Boca exausta
Boca em alerta
Boca disperta
Boca incerta

Alma na tua mão
Alma suspensa
Alma intensa
Alma mergulhada no espirito

Quem és tu ?
Que quero eu ?
Que som é este ?
Dá me lume

segunda-feira, outubro 16, 2006

alto mar

Hoje estou meio a pairar
Estou meio a andar
Meio a sonhar
Meio a planar

Hoje estou meio por aqui
Meio a caminhar para ali
Meio a pensar em ti
Meio a pensar em mim

Meio porque tudo já doi
Meio porque o todo já custa
Meio porque é mehor que nada
Meio porque me vejo isolada

Hoje estou meio assim
Assim porque não sei fazer melhor
Porque o tudo não vale a pena
A meio porque é melhor ficar parada

Espero que a meio não me levante
A meio não sinta tempestade
A meio o barco não naufrague
A meio noutro porto eu encoste

Sabes que eu ando a meio
E sabes que a meio eu não sei
Sabes que eu quero atracar
Sabes que continuo a navegar..

Não me deixes naufragar
Eu que tanto quero serenar…

domingo, outubro 15, 2006

um futuro de saudade

Saudosa e não mais reciosa
Do futuro nem do passado
Sabendo que nada será deixado
Por dizer ou por fazer

Vagueio numa tempestade de emoções
Sem planos nem metodos
Amo a cada momento consciente
Que o relogio não espera por mim

Serei injusta ou mesmo ingrata
Talvez não sei, mas o amor faz de mim
Ser inconstante em procura incessante
Alma que vagueia sem rota ou destino

Sugeito errante carente de atenção
Talvez mais que a normalidade aceite
Procuro para mim a emoção
Que me deixe em pleno deleite

Carente mas não demente
Não gosto de intervalos programados
Detesto rotinas
Adoro voar…