sexta-feira, novembro 24, 2006

destinos cruzados ou adiados?

Perdoa-me a ousadia de palavras loucas.
Esquece momentos de angustia e tenta entender,
que os meus gritos se ouvem em paredes ocas.
E que eu de tão simples ser, apenas quero viver.

Ouve-me mesmo que nada diga,
sentido a doçura que os meus olhos transpiram,
segurando esta minha forma instavel de ser,
segura o meu coração também.

Tanto que eu queria me fazer entender,
que fui feita em dia de tempestade.
Que vida é feita a sorrir e a sofrer
Tanto que eu quero parar !!!

Parar e continuar a voar,
Voando sempre no teu céu.
Planar neste espaço só nosso,
sem ter vontade de fugir !!!

Com medo de esgotar as palavras,
tenho medo de esgotar as forças.
Meu amor eu te peço,
prende-me à tua vida.

Sabes amor sinto-me cansada,
queria partilhar a minha vida contigo.
Partilhando ao vivo e a cores
Dividindo o bom e mau…

Depois disto não sei o que dizer mais...
Sei apenas que mais nada irei dizer...
Continuarei a caminhar
Continuarei a amar
Beijo

quarta-feira, novembro 22, 2006

simples

Eu queria saltar esta fase meio parva
De andar aqui de um lado para outro
Eu queria apressar tudo isto
Tenho medo de não ter tempo

Eu queria estar contigo
Eu queria que tivesses comigo
Eu tenho pressa de ti
Eu tenho pressa de nós

Eu queria ouvir o barulho
De a cada noite te ouvir chegar
Saber amor, o tempo não espera
E os dias passam e nós perdemos horas…

Horas que podiamos estar juntos
Sorrir juntos
Adormecer juntos…

Não sei se entendes,
Lembraste de quando te falei da sorte?
Nós tivemos a sorte
Saberás tu o que queres?

domingo, novembro 19, 2006

you give me something...peace

Tudo é por momentos
A tristeza e a alegria
Mas mesmo assim eu fico e arrisco
Sabendo a incerteza do amanhã

Nesta vida tao cheia de nadas
Existe alguém que me faz sorrir
Lado a lado estamos a fluir
Fujo assim da realidade amarga
Libertando-me de quem me deseja formatar

Eu não tenho destino certo
Com ele tudo é incerto
Ao lado dele sou eu
Chata
Chorona
Sorridente

Ao lado dele sinto segurança
Ao lado dele não existe normalidade em rotina
Eu sei que ele me é fiel
Eu sei que ele me deseja
Eu sei que ele adora ver sorrir

Estou livre
Estou leve
Estou quente
Não sei por quanto tempo
Mas enquanto acontecer
Garanto que te vou viver
AMOR !

segunda-feira, outubro 30, 2006

alguém que não chega

Num impedimento quase infantil,
sinto-me cada vez mais só.
Nas dores invisiveis da alma
entro em estado febril.

Este estado deixa-me doente.
é solidão o aperto no peito.
A procura de algo que nunca mais encontro,
na ansiedade de me sentir preenchida.

A vontade de não parar.
O corpo que teima em dormir.
O desejo adiado.
Esta situação de ter e não ter.

Sou injusta e egoista,
muitos existem e piores que eu estão.
Mas sei que me abandonaria
se nos braços desse alguem conforto encontrasse.

As dores da alma trespassam-me.
O corpo definha sentindo-se fraco.
O estomago enrola-se .
As mãos tremem.

O medo da noite.
O medo de mim.
A impossibilidade de tudo.
O vazio do nada.

Que amor é este afinal?
Que não ultrapassa os seus limites…
Que amor é este afinal?
Que encontra impedimentos rotineiros…

Amar sem quebrar barreiras, é amar?
Amar de coração aberto, não é arriscar?
Amar para alem de nós mesmos, não é lutar?
Amar numa união harmoniosa, não é dar tudo?

Erro eu sei,
desejo dos outros o que eu consigo dar.
Sofro e assim,
a alma perde a força o corpo a vontade..

Não estou bem.
Sinto-me à deriva.
Já o disse e avisei.
A qualquer momento posso ancorar noutro porto!!!

domingo, outubro 29, 2006

heaven where true love goes

eu sinto-me especial
talvez seja um exercico de narcisimo
eu sinto-me um comum mortal
talvez seja a minha forma de sentir

eu sinto-me triste,
quando vejo a escuridão do mundo
eu sinto-me feliz quando vejo
o amor que tenho para dar

eu sei que as ondas do mar
um dia me levarão deste lugar
nesse momento alguém irá chorar
e eu o mundo inteiro irei abraçar

não me sinto forçada a nada
apenas a verdade me alimenta
não estou presa a ninguém
apenas à energia univeral
o verdadeiro alimento do mundo

mesmo não entendendo os sinais
mesmo não compreendendo as minhas lagrimas
sinto saudades de algo que desconheço
saudades do teu abraço carinhoso

quarta-feira, outubro 25, 2006

ensaio ( estou a acordar )

Duas e meia da tarde, lá fora fazia um calor insuportável, mas mesmo assim ela foi à rua. Não aguentava mais estar em casa, o cheiro estava impregnado nas paredes. Na noite passada tinha deixado queimar o tacho onde aquecia normalmente o leite. Andava distraída. Coitado dele não aguentou os maus-tratos e foi parar ao lixo. Já lhe tinha sucedido isso noutra época, mas tinha sido com a sopa. Andava distraída, sentia saudades de qualquer coisa. Não se atrevia a dizer a ninguém que passava horas seguidas sentada procurando mensagens dentro do seu cérebro, elas já não vinham no telemóvel!!!
O tempo era sem duvida o seu maior mestre, dois anos depois de ter saído do cativeiro estava tão livre que o seu cérebro parecia vaguear a mil. Sorvia quantidades de informação como se fosse dependente de estímulos. Qualquer coisa lhe servia, desde que fosse emocional e intelectualmente estimulante. Era complicado organizar tanta energia tanta vontade e querer.

terça-feira, outubro 24, 2006

miragem

Olhos postos no fim
Olhos postos em mim
Olhos postos e cansados
Olhos postos e saudosos

Mãos trémulas
Mãos simples e de trabalho
Mãos carentes e ausentes
Mãos que procuram calor

Boca exausta
Boca em alerta
Boca disperta
Boca incerta

Alma na tua mão
Alma suspensa
Alma intensa
Alma mergulhada no espirito

Quem és tu ?
Que quero eu ?
Que som é este ?
Dá me lume