quarta-feira, março 28, 2007

vazio...

No fim de tudo,
fica o princípio de algo.
Fica um todo de nada,
Um instante de ti...

No rio de águas paradas,
Águas sujas e cansadas
Amores, desencontros
Não encontro o caminho...

Estou sem bússola
Estou sem norte
Estou sem vida
Não encontro o meu destino...

Nas gavetas revoltas
Um mar de emoções recalcado
Barcos sem porto
Despojos em mar morto...

Enterro-me, esqueço-me
Tenho medo da revolta
Não existe ninguém para mim
Não existe ninguém assim....

Porque na solidão,
Não existe correcção
Entra ou abandona o barco
Enterra-me esquece-me!!!

Continuando na mesma, vontade de chorar...

sexta-feira, março 23, 2007

Chan Chan Anttónio....

Tenho um nó na garganta
Uma dor que custa a passar
Uma vontade que a todos espanta
Um desejo de tudo recomeçar

Apetece-me companhia
Companhia daquela presente
Companhia de flores e champanhe
De mãos dadas a dormir

Tenho um aperto no peito
Pensamentos que atormentam o meu ser
Um caminho de percurso estreito
Fantasmas que assombram o meu viver

Apetece-me conversa a ver o rio
Terminar falando tudo até ao fim
Segurar tua cara entre as minhas mãos
Parece que somos irmãos

Tenho e não tenho nada
Tenho as mãos vazias, gretadas
Tenho um grito em alma cansada
Tenho horas de nada esperadas

Tenho o corpo cansado
Tenho o sorriso gasto
Tenho e não tenho nada
Estou a cair
Só !!!

Não estou bem, preciso de chorar...

terça-feira, março 06, 2007

instante

Tenho o vento
Tenho a praia
Tenho o meu carro que corre
Pela estrada que a ti me leva

Tenho um sabor doce na boca
Uma fantasia com sabor a maresia
Um olhar trocado entre o verde das arvores
Um desejo que toca a heresia

Tenho um sonho de te reencontrar
Um desejo perdido entre dunas
Umas escadas que me levam á praia
Os estranhos que à nossa volta pairam

Tenho um planar cheio de loucura
Um amor que veio fora do tempo
Entre quem não pode ser ou estar
Mas que se nasceu para se amar

Tenho me assim feita leveza em ti
Feita e desfeita pela tua ausência
Sustida e contida nas nossas lembranças
Tal avião que levanta sem destino

domingo, março 04, 2007

closing time

Hoje neste tempo presente sinto-me,
capaz dos maiores feitos,
antes para mim tão distantes,
superando todos os meus defeitos.

Hoje neste tempo sentido,
vejo-me envolta numa teia de enamoramento,
sorvendo a energia em gotas,
mesmo tendo desfeito sonhos antigos

Hoje porque é isso que importa,
acordo numa ternura por mim construída,
num instante de revolta sentida,
por não me ter aceite mais cedo.

Hoje acredito no futuro sozinha,
e dentro de mim levanto novas construções,
sabendo o que se avizinha,
preparo-me para novas emoções.

Paro de chorar o impossível,
porque ninguém leva ninguém ao porto ambicionado.
Dou por mim sonhando novamente o inatingível,
construindo um novo ser amado.

Sou do mais sincero, simples e frontal
Sei o que quero da minha vida
Sei também o que não quero
E como o tempo urge,
Are you my man?

sexta-feira, março 02, 2007

Out there

Tenho o teu nome enrolado na minha língua
A tua pele presa nas minhas unhas
O teu cheiro no meu corpo
As saudades do teu gemido

Tenho o quarto revolto
A alma presa ao passado
O coração salta para o futuro
Não estou neste presente

Aposto jogadas de alto risco
Vivo no limite e arrisco
Esgoto-me em instantes
Procurando novas constantes

Vem ter comigo aos meus sonhos
Vem ter comigo à minha vida
Vem ter comigo depressa
Tenho tantas saudades tuas...

quinta-feira, março 01, 2007

world lover

Tomada por surpresa vi,
que na vontade de mudar,
nada fiz, adormeci.
Estou a acordar...

O vento que de surpresa soprou,
levou consigo a falsa sensação,
dum qualquer conforto irreal.
Estou a despertar...

Passo a mão pelo cabelo
Vem-me à memória o cheiro,
duma qualquer noite de Inverno.
Estou-te a recordar...

Cruzam-se sentires e despertares,
mergulho nesta tempestade de emoções,
sabendo que sou hoje mais do que era.
Estou –me a preparar....

Um abraço embala-me,
Ao toque do tecido dum casaco,
o meu cabelo mergulha no seu perfume.
Estou a chegar...
(A ti?)

domingo, fevereiro 25, 2007

Heartbeat

Já me cansei de despedidas,
de pedidos e de conversas.
Cansada de batalhas perdidas,
sinto-me vaguear por atalhos.

Entro com calma num sítio qualquer,
procuro um olhar diferente.
Agarro-me ao que acho que tenho.
Prendo-me ao que acho sentir.

Mas sei que estou insatisfeita.
Que o que me dói é a ausência de algo.
Que o choro nocturno é surdo,
e que os actos nada traduzem.

As minhas mãos procuram algo,
esgravatam bolsos vazios de esperanças.
Prendo-me no olhar das crianças.
Prendo-me a qualquer coisa para não morrer.

O meu olhar perde cor
O meu coração perde o bater
As mãos perdem calor
A minha vida precisa de amor

Ouve-me tu
Ouve-me hoje
Preciso de ti
Preciso de te encontrar depressa
Estou a definhar...