Eu canto no deleite do hoje
Tu encantas-me na certeza do amanhã
Eu sou promessa de ontem
Tu rondas-me desde sempre
Eu dou de mãos fechadas
Tu prendes-me de braços abertos
Eu vou esquecendo-me de tudo
Tu viajas na minha mente
Eu quero o querer de te olhar
Tu fazes-me querer o parar
Eu grito sempre mais alto para te chamar
Tu vais-me adoçando o despertar
Eu sinto-te em cada esquina
Vejo-te em cada brisa
Sinto o teu sabor em cada lágrima
Ouço-te em cada grito meu
Cheiro-te no meu desejo
Não te vejo
Não te encontro
Não te procuro
Mas é por ti que espero....
segunda-feira, maio 28, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
...
Fez-se poesia, sabes amor,
temos dias em que sucede.
A luz surge simplesmente,
em olhares que se cruzam carentes.
Viajamos e é sempre a primeira vez,
olhos que sentem, mãos que tremem.
Fazemos anos-luz num segundo
Morrendo num minuto.
Somos estrelas em universos diferentes
Somos tudo e nada somos
Resumindo a nossa existência
Num encontro de instantes
Fizemos desejo ao virar da esquina
Loucuras ao som das ondas
Mastigamos cada despedida
Que soubemos ser sofrida
Fez-se encanto no desencanto
Fez-se ternura na saudade
Ainda hoje se faz poesia
No fundo dos teus olhos...
Tenho saudades do luar....
temos dias em que sucede.
A luz surge simplesmente,
em olhares que se cruzam carentes.
Viajamos e é sempre a primeira vez,
olhos que sentem, mãos que tremem.
Fazemos anos-luz num segundo
Morrendo num minuto.
Somos estrelas em universos diferentes
Somos tudo e nada somos
Resumindo a nossa existência
Num encontro de instantes
Fizemos desejo ao virar da esquina
Loucuras ao som das ondas
Mastigamos cada despedida
Que soubemos ser sofrida
Fez-se encanto no desencanto
Fez-se ternura na saudade
Ainda hoje se faz poesia
No fundo dos teus olhos...
Tenho saudades do luar....
terça-feira, maio 15, 2007
Para Ti
Hoje quando estendi os meus braços,
te agarrando junto a mim.
Senti o quanto era menina.
Senti o quanto me sinto só.
Hoje quando senti meu coração ficar pequeno,
olhei à minha volta e te vi,
corri para os teus braços,
sentindo minhas dores aliviarem.
Hoje quando te olhei nos olhos,
vendo quanto tu já sofreste.
Entendi tanto de mim em ti.
Entendi tanto de nós.
Hoje quando te beijei e te disse,
o quanto te queria por perto,
e te ver sorrir de felicidade.
Vi aflição no teu olhar,
espanto na voz.
Amo-te Pai
te agarrando junto a mim.
Senti o quanto era menina.
Senti o quanto me sinto só.
Hoje quando senti meu coração ficar pequeno,
olhei à minha volta e te vi,
corri para os teus braços,
sentindo minhas dores aliviarem.
Hoje quando te olhei nos olhos,
vendo quanto tu já sofreste.
Entendi tanto de mim em ti.
Entendi tanto de nós.
Hoje quando te beijei e te disse,
o quanto te queria por perto,
e te ver sorrir de felicidade.
Vi aflição no teu olhar,
espanto na voz.
Amo-te Pai
quinta-feira, maio 10, 2007
180 º In slOw mOTioN
Arraia-miúda,
Gaiatos armados em homens
Gente sem coragem
Estagnados no centro do próprio umbigo
Gente que passa pela vida
Com a pretensão de algo mais
E que não ouve o próximo
Falsamente ajudando para ser ajudado
Falsos profetas sabem uma coisa?
De quando em vez a tampa salta
Salta para o alto e tudo se parte
Nada resta senão lutar
Estou farta de meninos
Ainda ao colinho da mãe
A cheirar a leite
Cheios de tanta coisa
Tanta coisa
Aiii tanta...
Estou farta de coisas e coisinhas
Estou farta de indecisões
Estou farta de perdas de tempo
Estou farta de inúteis
Estou farta de fúteis
Estou farta mas ..
Amo-me
Gaiatos armados em homens
Gente sem coragem
Estagnados no centro do próprio umbigo
Gente que passa pela vida
Com a pretensão de algo mais
E que não ouve o próximo
Falsamente ajudando para ser ajudado
Falsos profetas sabem uma coisa?
De quando em vez a tampa salta
Salta para o alto e tudo se parte
Nada resta senão lutar
Estou farta de meninos
Ainda ao colinho da mãe
A cheirar a leite
Cheios de tanta coisa
Tanta coisa
Aiii tanta...
Estou farta de coisas e coisinhas
Estou farta de indecisões
Estou farta de perdas de tempo
Estou farta de inúteis
Estou farta de fúteis
Estou farta mas ..
Amo-me
quarta-feira, maio 02, 2007
[ ]
Não é justo nem está certo.
Mas a vida é mesmo isto,
sequências de tentativas falhadas.
Um dar tudo sem nada esperar
Não quero que me passes a mão pela cabeça,
olhando-me com pena ou piedade.
Se a dor me rasgar o ventre,
sei que tentei sempre viver em verdade.
Olho o que me rodeia sem desejar sentir,
o desdém de quem me aparece fantasiado.
Tal qual uma ilusão num deserto,
vou deitar a água fora.
Árvores rasgam o solo.
Ventos de tempestade arrasam .
A existência dói e os sonhos não imperam.
Mas fica a doçura de ser eu,
atenta ao coração de quem sofre.
Sabes que hoje estou mais forte.
Já chorei o inimaginável.
Sinto um sabor amargo
Até.
Mas a vida é mesmo isto,
sequências de tentativas falhadas.
Um dar tudo sem nada esperar
Não quero que me passes a mão pela cabeça,
olhando-me com pena ou piedade.
Se a dor me rasgar o ventre,
sei que tentei sempre viver em verdade.
Olho o que me rodeia sem desejar sentir,
o desdém de quem me aparece fantasiado.
Tal qual uma ilusão num deserto,
vou deitar a água fora.
Árvores rasgam o solo.
Ventos de tempestade arrasam .
A existência dói e os sonhos não imperam.
Mas fica a doçura de ser eu,
atenta ao coração de quem sofre.
Sabes que hoje estou mais forte.
Já chorei o inimaginável.
Sinto um sabor amargo
Até.
domingo, abril 29, 2007
A tua criança [és tu ]
Desejei aparecer no pior dia
Onde as forças me faltavam
E o corpo não me obedecia
Onde tudo em mim enfraquecia
Bebendo água de fonte escondida
Escrevi em caneta invisível
A história que ninguém se atreve
E cujo fim comando.
Porque tu, embora me olhes frágil
Sou feita de matéria intemporal
Talhada única e universal
Vivo em cada segundo que te escondes
Tu que te encolhes e te expandes
Tal qual estrela em espaço distante
Anseias o toque de alma
Aquele que te serene e acalma
Não vale a pena falar
Os momentos estão nas tuas mãos
As tintas são tuas
A vida é minha
Assim estou aqui
No meio da água da vida
Entre ventos de esperança
Esperando tomar conta da tua criança....
Onde as forças me faltavam
E o corpo não me obedecia
Onde tudo em mim enfraquecia
Bebendo água de fonte escondida
Escrevi em caneta invisível
A história que ninguém se atreve
E cujo fim comando.
Porque tu, embora me olhes frágil
Sou feita de matéria intemporal
Talhada única e universal
Vivo em cada segundo que te escondes
Tu que te encolhes e te expandes
Tal qual estrela em espaço distante
Anseias o toque de alma
Aquele que te serene e acalma
Não vale a pena falar
Os momentos estão nas tuas mãos
As tintas são tuas
A vida é minha
Assim estou aqui
No meio da água da vida
Entre ventos de esperança
Esperando tomar conta da tua criança....
terça-feira, abril 17, 2007
A[ssim]
Uma vida de luta,
de lágrimas, de punhos cerrados.
Uma vida a sorrir,
de insanidades, de olhar atento.
Uma vida de vento,
de mar em dia de tempestade.
Uma vida a escutar,
o som dos teus passos.
Um turbilhão de emoções,
de raiva por não alcançar.
Um cofre selado em si mesmo.
Uma chave deitada ao mar.
Um momento numa vida.
Uma vida perdida vezes sem conta.
Um concerto certamente incerto.
Mil melodias sentidas pelo coração.
Queira Deus que assim seja.
Se assim O desejar que aconteça,
um futuro que em mim irei,
prender às asas do vento,
ouvindo – o nas ondas do mar.
de lágrimas, de punhos cerrados.
Uma vida a sorrir,
de insanidades, de olhar atento.
Uma vida de vento,
de mar em dia de tempestade.
Uma vida a escutar,
o som dos teus passos.
Um turbilhão de emoções,
de raiva por não alcançar.
Um cofre selado em si mesmo.
Uma chave deitada ao mar.
Um momento numa vida.
Uma vida perdida vezes sem conta.
Um concerto certamente incerto.
Mil melodias sentidas pelo coração.
Queira Deus que assim seja.
Se assim O desejar que aconteça,
um futuro que em mim irei,
prender às asas do vento,
ouvindo – o nas ondas do mar.
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