domingo, setembro 20, 2009

Corpo inundado de dores,
numa alma despedaçada.
Em momentos de mil horrores.
Num segundo tudo fica em nada.

Magoada, estilhaçada sem perdão.
Arrependida, fustigada e esquecida.
Num instante sangra um coração.
Num lapso arrasto me ferida.

Arrasto-me porque não consigo andar.
Arrasto-me querendo ficar distante.
Arrasto me, estou a sangrar,
minha alma, uma chaga em caminho errante.

Agora no escuro da solidão,
num desejo de eterna paz.
Procuro-me até à exaustão,
Sabendo se irei ser capaz


P.S - Tudo pode acabar mas o que depende de mim continua...nao vou desistir do MEU blog.

sexta-feira, setembro 04, 2009

FIM

Chegou ao fim este blog, porque a razão da sua existência terminou. Um novo ciclo, uma nova vida recomeça hoje. Espero do fundo do coração que venha a encontrar neste novo ciclo pessoas sinceras honestas e frontais, que não me volte a sentir novamente tão usada como fui ...
um beijo para todos ...
até qualquer dia

terça-feira, agosto 25, 2009

i am still an animal :)

Um manifesto do ser
Existindo nunca regredindo
Num estranho padecer
Que urge ser reconhecido

Um manifesto de vida
Modesta e nunca rendida
Num ancorar sem guarida
Suspirando a alma perdida

Um manifesto de amor
Que chora mais do que sorri
Mesmo assim recomeça hoje
A arte da solidão sem fim

Um manifesto de loucura
Emoções à rédea solta
Gritando a outro ser
Ajuda-me estou a morrer !!!

domingo, agosto 23, 2009

Breves...

Uma breve caldeirada
Dar o tudo quando se ama
Pensando estar a ser amada
Acordei sozinha na cama

Uma breve situação
Um fim ouvido à distancia
Foi o que teve o meu coração
Prémio de tanta ânsia

Um tempo passado
Tantas vezes sofrido
Mas sempre tão desejado
Ficando como tempo esquecido

Uma breve explicação
O erro de te amar
Uma breve declaração
Fui parva em tudo te dar

Uma breve situação
Pedindo apenas presença
Acabando a ilusão
Num não aguento !!!!

Cada um tem o que merece...será mesmo?

quarta-feira, abril 22, 2009

Quinto

Um dia chegará o camião
cheio de flores, vazio de medos.
Um dia chegará um coração,
que não mede o tempo pelos dedos.

Um dia que será breve,
pois na verdade o tempo não pára,
tocarei eu o eterno ao de leve
numa viagem que hoje começa.

Um dia eu deixarei de ser eu,
voltando às origens do ser,
serei clarão de luz no escuro breu,
propagando-me sem recusas.

Um dia vou-me encontrar,
num outro recanto de solidão,
nas tuas asas o desejo irá acalmar
os meus momentos de rebelião.

terça-feira, março 10, 2009

Quarto

Yes, yes eu devia dormir
O tempo urge e eu quero mais
Onde andas tu, quero coerência!!!
Chega de falsos puritanos
Romarias a santos estereótipos

Podres amostras de nada
Vivencial da incapacidade momentânea
Que se petrifica perante a vida
Composto orgânico já decomposto

No, no eu não vou
Ninguém me molda sequer obriga
A respirar hipocrisia de rótulos sociais
Dá me um beijo
Eu já não te desejo...


Vai embora
Neste hoje ficas agora
Molécula amostra de loucura
Água na boca com doçura....

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Terceiro

Consumindo prazeres [porque eu não sei parar]
Sempre querendo dar [o velho dar e receber]
Vou-me enrolando entre os fios, [predadora de instinto nato]
do teu tabaco, do meu cabelo... [preparando a armadilha]

Não me estendo para além
Nem me entendo para ninguém
Não sou equilíbrio de ninguém
Acima de tudo eu não te faço bem

Por isso deixa-me estar só
Solitária, solidária, apartidária
Económica, meio eufórica
Acima de tudo neurótica...

Se te agradar volátil, [ao toque dos teus dedos]
a tocar no desagradável, [a vulgaridade instituída]
testando os limites temidos [entre os teus gemidos]
finalizando com um ar de ingenuidade [o desejo perverso]

domingo, fevereiro 22, 2009

Segundo

Salto de memória em memória
vendo que não errei, e que hoje
a intuição me ajudou, sem vitória
olho para um futuro cada vez mais só.

Pairo sem aflições nem ansiedades,
dizem os sábios e mestres,
Ser próprio da maturação das idades.
Vivo em mim mesma

Quando estou, estou..
Não me esforço para agradar
Não sei quanto tempo irei viver
Assim não me apetece ser fútil
Andar nesta roda-viva de cinismo
Vivo com coragem
Amor, honestidade, entrega.
Sou eu mesma

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Primeiro

Massacra a minha existência,
com sermões infindáveis e teorias,
mas deixa me viver em paz,
deixa me ser eu.

Entre anseios de desejos,
suspiros de vontades,
valsas inacabadas,
serei sempre a mulher que,
na loucura tu desejaste.

Crava as unhas na tua pele clara.
Suspira nas tuas ruas feitas de granito escuro.
Anseia pela minha presença,
mas deixa me solta no vento da tua vida.

Por fim escreve na tua lápide que nunca serei tua
nem tua nem de ninguém !!!
Serei do mundo, serei minha !!!
Serei amor, amada, amiga, amante!!!

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Ultimo

O meu ultimo mimo de 2008 para o meu novo amigo de 2009, beijo para ti N
Feliz 2009.
Feliz 2009 para todos, com sáude e sorte

domingo, dezembro 21, 2008

Aqui

Espanta-me esta existência inconstante,
na qual pareço não conseguir serenar.
Por mais que te procure sem procurar,
não te consigo encontrar…

Abismada mais uma vez pelas marcas,
que pareço deixar na vida dos demais.
Grito no escuro querendo ser ouvida,
por aqueles que sempre amei…

Confusa mas de rumo definido,
continuo a sonhar com o arrebatamento,
com a paixão sem limites,
com o amor que chegava do outro lado…

Balançando entre o possível e o sonhado,
dou por mim afastada da realidade.
Acho que nunca chegarei a casa,
viverei para sempre na minha eternidade…

E tu insistes em não chegar…pensei que seria agora…
Enganei-me

quinta-feira, outubro 09, 2008

pedido..

Delicia-me as entranhas,
num inconstante balancear.
Por entre vales e montanhas,
vem-te comigo, partilhar.

Adoça me os sentidos,
num tremido respirar.
Partilha-te em gritos sofridos,
entre o sentir e tocar

Faz-me, deixa-me fazer.
Deixa-me sentir, sente-me.
Entrelaça a tua alma na minha.
Cobre-me a teu belo prazer.

Absorve-me em eterna da loucura,
rasgando caminhos a desejo.
Num agora que tudo quere.
Num depois, o mesmo ser.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Há um sexo sem nexo
Desenfreado e descoordenado
Um não sei quê complexo
de caminho desorientado

há um desejo urgente
esquecido, enterrado, afogado
um grito abafado entre suspiros
uma mão esticada pedindo a tua

há uma vontade de te viver
amordaçada, controlada mal dominada
um consciente som de fundo
que se arrasta entre o certo e o errado

há uma química que se sente
numa explosão fulminante
num juntar de corpos
que se querem dormentes

domingo, agosto 31, 2008

Apenas mais um ponto final...

Promessas são mais que muitas
Depois do fim ainda mais
E em divagações incautas
Sanamos feridas de sangue escorreito

Promessas de ultimo refugio
De abrigo ao relento
De modernos toscos e bafientos
Deambulando num nocturno existir

Contentando-me num interregno
De insanidade jamais sanada
Espalho sangue como pinturas de guerra
Num corpo de emoções implodidas

Nah é mesmo assim
Dói mas faz bem
O mas que fica no fim
É o ponto final de tudo

E se a verdade fosse eu.
Como irás viver a partir de agora? !!!
Apartando emoções num chorrilho
De mentiras onde tu comandas tudo

Não é raiva, não sinto isso
Nem é inconstância, já não me tocas como antes
É desprezo, o que fizeste fez me escolher
Tu podias ser o início de tudo
Escolheste ser um tudo de nada

Mantém-se assim neste espaço
A ausência da tua pessoa
Sem insistência nem identidade
Assinou o voucher de ida sem volta

Não me contes histórias de mulheres perfeitas
Detesto coisas limpas e correctas
O banho faz me mal à alma
Nem tão pouco me apetece ser perfeita

Porque na essência meu amigo
Tu fizeste a pior escolha
Deixaste me partir e eu fugi
Por te preferires a ti mesmo

Agora diz me lá valeu a pena ?!!
Ou pensaste que ficaria entupida
Na inércia do dia à dia
Acorrentada a emoções desconexas

Não gosto da perfeição
Não quero limpeza
Prefiro ficar no meu chão
Aturar me nesta existência de presa

Ok, amanha já é Setembro :)

domingo, julho 06, 2008

Soube a pouco…

A noite está linda, quero-te…
O céu está limpo, anda…
As estrelas brilham, toca-me…
O vento é doce, vem…

Inquieto de olhar meigo
Agitado de toque sereno
Braços fortes e protectores
Loucura imensa

O coração bate mais rápido, apeteces-me
A respiração acelera, continua…
Os olhos fecham-se, eleva-me..
A pele sente frio e calor, tempera-me…

Cadencia em sequencia
Mais que tudo e isso…
Sequencia que leva à demência
Sentidos ajustados em uníssono

quarta-feira, junho 11, 2008

(F) de Fascinante - II

Num sonhar recatado
Em aprazível lugar encontrei
Um amor sempre consagrado
Nos olhos daquele que amei

Num lugar preso à memória
Existe uma paixão feita de instantes
Onde todos os dias se conta a história
Dum amor vivido em tempos distantes

Num instante inesperado
Cruzam-se duas almas de paz
Dois seres de olhar cansado
Lutando por um futuro capaz

Num lugar de sonho
Num sonhar acordado
Estamos os dois voando
Está o sonho esperando

segunda-feira, junho 09, 2008

(F) de Fascinante - I

Se me quero assim envolta
De suavidade e ternura
Não encontrando neste mundo
A razão do meu ser errante

Deverei eu fechar os olhos
Ao amor que sinto no vento
Nos caminhos onde me revejo
E me afundo em mim mesma

Se quando a luz me toca na face
E o sol me aquece as mãos
O meu corpo se arrepia de prazer
Deixando-me ficar suspensa em sensações

Explica-me porque eu não entendo mais
O que me faz ser assim desprendida
Viajante no espaço etéreo
De olhar sonhador e distante

Que paz, já agora, namoras comigo?
Sem depois, só agora…

quarta-feira, maio 28, 2008

Inunda-me de demência

Estou naquele ventoso lugar,
onde me despi sem pudor,
de tantos anos esquecidos de mim.
Adiando desejos e amor,
novamente naquele selvático lugar,
Onde me encontrei por fim.

Deixa-me aqui ficar,
entre moinhos de vento.
Deitada no vale da nossa lembrança,
sem limites nem temperança.
Enterro as mãos na lama,
sinto o cheiro da tua terra.

Quero-te respirar, respira fundo.
Ouvir o toque da tua pele.
Isso, novamente fundo.
Abre as mãos.
Entrelaça-me em sussurrares.
Sinto o vento em nós.
Lentamente em ti…

sábado, maio 24, 2008

Et e amo

Lágrimas de saudade escorrem-me pela face
Inundando cada momento de mim
Fecho as mãos em desespero, tentando te sentir
Fecho os olhos em acto de loucura desesperada

Flúi para dentro de mim,
Sem quaisquer cerimónias
Tenho ânsias de te viver mais um instante
Na mistura dos nossos gostos

Não estou bem, tenho os olhos vazios
Celebro mais um ano de ausência forçada
Sem olhar teus olhos de mel, delicia morena
Talvez nunca mais te sinta, e não aceito
Teimosamente tal qual gaiata mimada
Grito silenciosamente em qualquer noite do ano
Quero te comigo!!!

Apaixonando-me todos os dias
Já não por ti, mas por uma recordação
Refaço o esboço dum grande amor
Sofrido, ansioso, como todos devem ser
Louco, doce, carinhoso como só tu sabes ser….


Meu Deus como me sinto viva, Obrigada

quarta-feira, maio 21, 2008

muito perto do nada

Hoje mais uma vez a viagem aconteceu
Parece que o corpo físico que tenho
Já há muito deixou de ser meu
E a mente voou para onde tudo nasceu

Estou de fora e olho para mim
Estou dentro do único momento perpétuo
Onde o amor me enfraquece e assim
Embalo-me tal qual recém-nascido

E tu não me entendes
Ninguém me sintoniza
Os pensamentos correm depressa
Pouca coisa parece importante

Relembro o teu sorriso de menino
O teu jeito tímido de ser
O som da tua voz harmoniosa
A tua coragem nua

Sei que não és um
Nem tão pouco único
Nasceste dentro dum Agora
Só o Agora interessa

Como se dum teatro se tratasse
Fazes aparições de estrela enigmática
Deixando um cheiro de ti
Em cada um que comigo se cruza

muito perto do nada, na essencia de tudo...