Sendo tu aquele que desejo
Nesta viagem em mar alto
Humana em ti me revejo,
Neste constante sobressalto
Esta inconstante existência
Sabendo que estás por mim
Fazes-me sorrir e sem resistência
Mergulho numa alegria sem fim
Não estou sequer perto
Da perfeição nem humildade
Sem saber o que em ti desperto
Absorvo em mim a humanidade
Inundaste a minha vida de ternura
Dando mais vida aos meus dias
Deste-me a paz que precisava
Contigo sou mais eu sem ter medo
Obrigada
sexta-feira, abril 02, 2010
domingo, março 21, 2010
how may i serve
se o meu amor, te marca a pele
tal como um escultor a pedra
confesso que amar assim sabe a fel
sabendo que nada se espera
mas, se eu fosse diferente
ou se tentasse mudar
estaria noutro corpo de gente
nunca chegando a chegar
e se o amor para mim é isto
o outro a caminhar na luz
e se muitas vezes não existo
só este estar me seduz
na volatilidade de tudo
o vazio de viver o imediato
assumo na integra o estatuto
de te arrancar do abstracto
tal como um escultor a pedra
confesso que amar assim sabe a fel
sabendo que nada se espera
mas, se eu fosse diferente
ou se tentasse mudar
estaria noutro corpo de gente
nunca chegando a chegar
e se o amor para mim é isto
o outro a caminhar na luz
e se muitas vezes não existo
só este estar me seduz
na volatilidade de tudo
o vazio de viver o imediato
assumo na integra o estatuto
de te arrancar do abstracto
sábado, março 13, 2010
Ponto de Fuga
Agarra-me, a vida passa tão depressa.
Absorve-me, o tempo está a correr.
Entende-me, estou onde tudo começa.
Escuta-me, hoje não sei o que fazer...
Tenho dias assim, longe, distante, ausente.
Dias que me largo em queda livre.
Momentos de uma necessidade urgente.
Instantes onde apenas se vive.
A vida que vivo é a minha.
O caminho que faço é o meu.
Nela tudo se encaminha,
para uma nuvem perto do céu.
Não tenho que explicar muito mais,
fico abafada com momentos adiados.
Nem sempre atento nos sinais,
porque já tenho os olhos cansados....
Absorve-me, o tempo está a correr.
Entende-me, estou onde tudo começa.
Escuta-me, hoje não sei o que fazer...
Tenho dias assim, longe, distante, ausente.
Dias que me largo em queda livre.
Momentos de uma necessidade urgente.
Instantes onde apenas se vive.
A vida que vivo é a minha.
O caminho que faço é o meu.
Nela tudo se encaminha,
para uma nuvem perto do céu.
Não tenho que explicar muito mais,
fico abafada com momentos adiados.
Nem sempre atento nos sinais,
porque já tenho os olhos cansados....
terça-feira, março 09, 2010
Amo-te Pai
Hoje quando estendi os meus braços,
te agarrando junto a mim.
Senti o quanto era menina.
Senti o quanto me sinto só.
Hoje quando senti meu coração ficar pequeno,
olhei à minha volta e te vi,
corri para os teus braços,
sentindo minhas dores aliviarem.
Hoje quando te olhei nos olhos,
vendo quanto tu já sofreste.
Entendi tanto de mim em ti.
Entendi tanto de nós.
Hoje quando te beijei e te disse,
o quanto te queria por perto,
e te ver sorrir de felicidade.
Vi aflição no teu olhar,
espanto na voz.
Amo te Pai
Escrito a 15 de Maio de 2007
te agarrando junto a mim.
Senti o quanto era menina.
Senti o quanto me sinto só.
Hoje quando senti meu coração ficar pequeno,
olhei à minha volta e te vi,
corri para os teus braços,
sentindo minhas dores aliviarem.
Hoje quando te olhei nos olhos,
vendo quanto tu já sofreste.
Entendi tanto de mim em ti.
Entendi tanto de nós.
Hoje quando te beijei e te disse,
o quanto te queria por perto,
e te ver sorrir de felicidade.
Vi aflição no teu olhar,
espanto na voz.
Amo te Pai
Escrito a 15 de Maio de 2007
quinta-feira, março 04, 2010
Sente...
Capaz de sonhar novamente
Vejo-me como nunca me vi
Serena calma sorridente
Absorvendo-me neste aqui
Capaz de transcender o visível
Sem grandes vaidades e pretensões
Vejo finalmente acessível
A serenidade das emoções
Capaz de me unir ao todo
Capaz de me deixar ir
Mostro me e sem engodo
Vejo-me novamente a sorrir
Estou por uns instantes
Consciente deste parêntesis
Entre amigos amores amantes
Espalho amor e sou feliz
sábado, fevereiro 27, 2010
fins demá
Sincronia de harmonia,
tal qual andar a sonhar,
sorvendo inebriante alegria.
Sentindo sem alcançar.
Estridentes explosões,
luz que nos baralha a visão,
sentimentos, emoções,
cadência e ilusão
O saber do sabor,
outrora já sentido.
Tal qual torrente de ardor,
num ter jamais permitido
Voando sem levantar, vou
de braços abertos tocar.
aqueles cujo o coração amou
Uno em Ele sem vacilar...
tal qual andar a sonhar,
sorvendo inebriante alegria.
Sentindo sem alcançar.
Estridentes explosões,
luz que nos baralha a visão,
sentimentos, emoções,
cadência e ilusão
O saber do sabor,
outrora já sentido.
Tal qual torrente de ardor,
num ter jamais permitido
Voando sem levantar, vou
de braços abertos tocar.
aqueles cujo o coração amou
Uno em Ele sem vacilar...
terça-feira, fevereiro 16, 2010
AvessO
Estimulo de qualquer coisa,
que te refresca por dentro...
Percorre as tuas entranhas de calor,
lança rios de gelo pelos ossos,
delira-te na esperança de amor,
leva-te à loucura inundada em remorsos.
Ressuscita pedindo uma luz,
que a leve para fora do túnel,
estando entre o caminho e a cruz,
está, entre o ácido deste doce fel.
Respira fundo vislumbrando a paz,
deitada entre os escombros desta luta,
reacendido o fogo eterno de ser capaz,
estar à altura de tamanha permuta.
Chega ao cérebro, luzes disparam,
corpo displicente, alma em guarda,
soltam-se vibrações de momentos,
mãos frias vazias que nada apaga....
que te refresca por dentro...
Percorre as tuas entranhas de calor,
lança rios de gelo pelos ossos,
delira-te na esperança de amor,
leva-te à loucura inundada em remorsos.
Ressuscita pedindo uma luz,
que a leve para fora do túnel,
estando entre o caminho e a cruz,
está, entre o ácido deste doce fel.
Respira fundo vislumbrando a paz,
deitada entre os escombros desta luta,
reacendido o fogo eterno de ser capaz,
estar à altura de tamanha permuta.
Chega ao cérebro, luzes disparam,
corpo displicente, alma em guarda,
soltam-se vibrações de momentos,
mãos frias vazias que nada apaga....
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