Mel que te escorre dos olhos,
numa ternura sem fim.
Menino pequeno, meu delfim,
que me entendes tão bem.
Mãos de anjo, corpo tentador,
pele macia, olhar perigoso,
sorriso tímido desconcertante,
voz que me embriaga de desejo.
Puxas-me para ti como sempre fazes,
dançando comigo em feixes de luz.
O teu corpo funde-se com o meu,
tudo em ti me estremece e seduz.
Por te querer assim sem entender,
a razão abandona-me o cérebro,
fico órfã de bom senso e sanidade,
por isso me fecho em casa (d)esperando..
sábado, agosto 14, 2010
mente
Corpo tremulo e decadente,
numa ausência forçada de sanidade.
Vagueia pelos cantos meio dormente
Lutando para afastar a realidade
Gotas de suor frio e quente
Escorrem pelas costas já doridas
Cadências em mil tons já esquecidas
Retornam à memória do ser carente
Vislumbra–se nesta sala o passado
De loucuras e desejos abafados
Sentindo no presente o esperado
Na valsa dos presentes envenenados
O cérebro explode e um frio desce
da cabeça até ao fundo das costas.
No corpo o desejo permanece,
firmeza em não seguir novas rotas
numa ausência forçada de sanidade.
Vagueia pelos cantos meio dormente
Lutando para afastar a realidade
Gotas de suor frio e quente
Escorrem pelas costas já doridas
Cadências em mil tons já esquecidas
Retornam à memória do ser carente
Vislumbra–se nesta sala o passado
De loucuras e desejos abafados
Sentindo no presente o esperado
Na valsa dos presentes envenenados
O cérebro explode e um frio desce
da cabeça até ao fundo das costas.
No corpo o desejo permanece,
firmeza em não seguir novas rotas
sábado, junho 26, 2010
Paz
Quantos dias demora uma vida
Quantos dias faz um sofrimento
Quantas horas sem guarida
Quanto tempo tem a certeza
Quanta vida há num sorriso
Quantas lágrimas num momento
Quanto amor no que preciso
Quanto carinho sem sofrimento
Quantas vezes este apelo
Quantas vezes querer esquecer
Quantas vezes na solidão
Quantas vezes o medo de perder
Tanta coisa , nada interessa
Tanta vida, tanta luz
Tanto amor que te tenho
Feliz estou por te amar...
Quantos dias faz um sofrimento
Quantas horas sem guarida
Quanto tempo tem a certeza
Quanta vida há num sorriso
Quantas lágrimas num momento
Quanto amor no que preciso
Quanto carinho sem sofrimento
Quantas vezes este apelo
Quantas vezes querer esquecer
Quantas vezes na solidão
Quantas vezes o medo de perder
Tanta coisa , nada interessa
Tanta vida, tanta luz
Tanto amor que te tenho
Feliz estou por te amar...
sábado, junho 05, 2010
Hen to Pan
Não é simples nem é fácil.
Nem tão pouco tem de ser lógico.
Não tem de ter cura.
Não tem de ser racional.
O cérebro pede paz a cada segundo.
O corpo pede estímulo a cada instante.
Eu confundo-me neste mundo,
Tal como uma menina perdida, errante.
Como de longe é a condição,
observo-te sempre que possível.
Recordo e engulo a emoção,
de quem deseja o inatingível
Mas mesmo assim vivo.
Vivo transcendo, agarro-me,
aos momentos em que te tive.
Perto, mas sempre longe
Concebendo uma existência,
de calendário controlada,
de quem assume a incoerência
acreditando que é amada.
Nem tão pouco tem de ser lógico.
Não tem de ter cura.
Não tem de ser racional.
O cérebro pede paz a cada segundo.
O corpo pede estímulo a cada instante.
Eu confundo-me neste mundo,
Tal como uma menina perdida, errante.
Como de longe é a condição,
observo-te sempre que possível.
Recordo e engulo a emoção,
de quem deseja o inatingível
Mas mesmo assim vivo.
Vivo transcendo, agarro-me,
aos momentos em que te tive.
Perto, mas sempre longe
Concebendo uma existência,
de calendário controlada,
de quem assume a incoerência
acreditando que é amada.
terça-feira, abril 13, 2010
Caso
Volto esquinas em sequência,
onde a vida dobra curvas.
Afronto actores com demência,
aportando em aguas turvas.
Dobro cabos e continentes,
de olhar recolhido apreensivo,
ouvindo os demais existentes,
num discurso exaustivo.
Na vida deslumbra-me a surpresa,
o mundo não acompanha o sentir,
sinto me predador olhando a presa,
Instantes, momentos a fugir.
Espanto-me de coração magoado,
aguardando aquela surpresa distante,
que me faça transcender o esperado,
abandono assim o estatuto de figurante.
onde a vida dobra curvas.
Afronto actores com demência,
aportando em aguas turvas.
Dobro cabos e continentes,
de olhar recolhido apreensivo,
ouvindo os demais existentes,
num discurso exaustivo.
Na vida deslumbra-me a surpresa,
o mundo não acompanha o sentir,
sinto me predador olhando a presa,
Instantes, momentos a fugir.
Espanto-me de coração magoado,
aguardando aquela surpresa distante,
que me faça transcender o esperado,
abandono assim o estatuto de figurante.
sábado, abril 10, 2010
Será ?
Existe no presente um não sei quê,
de qualquer coisa que me incomoda.
No passado um não sei que mais,
que me entra pelo sono ficando revolta.
Plantado num jardim qualquer,
com sementes de inquietude,
florescem neste solo de viver,
emoções reveladas amiúde.
Está nas veias desta mão,
sangue que me aquece.
Está neste inconstante coração,
a memoria de quem não esquece.
Vendo o mar recordo renovando,
votos feitos em silencio a mim mesma.
Que a coragem não me falte e amando,
farei deste instante a vida que eu mereço.
É a vida ....
de qualquer coisa que me incomoda.
No passado um não sei que mais,
que me entra pelo sono ficando revolta.
Plantado num jardim qualquer,
com sementes de inquietude,
florescem neste solo de viver,
emoções reveladas amiúde.
Está nas veias desta mão,
sangue que me aquece.
Está neste inconstante coração,
a memoria de quem não esquece.
Vendo o mar recordo renovando,
votos feitos em silencio a mim mesma.
Que a coragem não me falte e amando,
farei deste instante a vida que eu mereço.
É a vida ....
sexta-feira, abril 02, 2010
Desta maneira ....
Sendo tu aquele que desejo
Nesta viagem em mar alto
Humana em ti me revejo,
Neste constante sobressalto
Esta inconstante existência
Sabendo que estás por mim
Fazes-me sorrir e sem resistência
Mergulho numa alegria sem fim
Não estou sequer perto
Da perfeição nem humildade
Sem saber o que em ti desperto
Absorvo em mim a humanidade
Inundaste a minha vida de ternura
Dando mais vida aos meus dias
Deste-me a paz que precisava
Contigo sou mais eu sem ter medo
Obrigada
Nesta viagem em mar alto
Humana em ti me revejo,
Neste constante sobressalto
Esta inconstante existência
Sabendo que estás por mim
Fazes-me sorrir e sem resistência
Mergulho numa alegria sem fim
Não estou sequer perto
Da perfeição nem humildade
Sem saber o que em ti desperto
Absorvo em mim a humanidade
Inundaste a minha vida de ternura
Dando mais vida aos meus dias
Deste-me a paz que precisava
Contigo sou mais eu sem ter medo
Obrigada
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